terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Poesia Urbana.

Sangra.
Escorre pelas veias de concreto
O esgoto podre
Seguido de descaso e humilhação
Parece um filme de horror
Mas não é ficção.

Agoniza.
Nos leitos dos hospitais
Com a falta de verba
Nada acaba em paz
Nem os últimos momentos do rapaz.

Esquiva.
Corre risco
Durante a noite
Evita ser visto
Não quer contato
Com nenhum tipo de farda
Fora do normal
É não levar uns tapas.

Grita.
A fome d'alma sedenta
De um banquete
Para fartar-se
Mendiga esperanças
Que possam calar
A vontade de morrer
Para que possa florescer
A vontade de amar.

17 Imundices:

Tiburciana disse...

Não sei de onde vc tirou seu nick MAIS UM IMUNDO, mas cada dia que te leio vejo o quanto vc errou feio na escolha...
Lendo o que escreveu logo penso PORQUE ME PERMITO SOFRER POR COISAS TÃO FUTIL???
Mais logo me respondo PORQUE REALMENTE NÂO SABE O QUE È SOFRER...
Obrigado por me trazer de volta a realidadepor hj

Verônica disse...

realmente fascinante! parabéns!
Beeeijos

- maria elis disse...

no fim tudo é carência e a vã esperança de ser amado/a por alguém.

beijas :*

Jaqueline Bertoldo disse...

E pensar que a maioria das pessoas passa por isso e finge não ver, preferem fugir da realidade se importando somente com os seus problemas que são tão simples se olharmos as coisas que acontecem ao nosso redor. Simplesmente adoro as coisas que você escreve. Você por acaso tem orkut ou alguma outra forma de contato? Abraços.

Tatiane Trajano disse...

E são realidades como essa que nos mostram o quanto somos incapazes (ou não)diante de tudo.

=*

Izadora Pimenta disse...

Gostei daqui também.
Passarei sempre, também.
Beijos

Allyne Araújo disse...

otima poesia, texto excelente!!! falou tudo que todos precisam ouvir acerca das coisas horripilantes que andam acontecendo ultimamente ou melhor sempre... beijos!

Larissa disse...

Toca profundamente. Quem dera mais escritores fossem corajosos e ousados para perceber e retratar pontos tão delicados de forma tão firme e pragmática, sem deixar de inspirar reações sensíveis. Boa combinação.

. disse...

E que floresça novamente a vontade de amar.
Precisamos.

Poesia bem dita!
Abraços!

Mulher na Polícia disse...

O problema de se trabalhar na polícia é que visitar o blog de mais um imundo nas horas vagas é como estar atendendo uma ocorrência no plantão e pior que isso é chegar no local ou no blog da ocorrência e não ver crime nenhum.

Ok, ok... dispersar... foi só mais um trote na polícia.

bjos.

Dama N. disse...

Olá, querido!
Tô em campinas, mas segredinho nosso tá! rs


beijos

Luciana disse...

E infelizmente é mesmo uma poesia urbana. Quem dera nós pudessemos acreditar que esses versos são apenas fruto de uma mente criativa. Mas não são, são a mais pura verdade do nosso mundo.

Muito bem escrito, como sempre. ^^
Beijo!!

Ananda Urias disse...

E.. é esse cansaço da cidade que estraga com as grandes histórias, tudo vira banal e perde o tempo, a hora, o espaço na agenda..

:*
Beijos

Mariana Andrade. disse...

mas tem dias que a alma se enche de poeira, saída da chuva mesmo, pois o ceú ficou escuro demais de uns tempos pra cá.
isso de "A vontade de morrer
Para que possa florescer
A vontade de amar." me fez lembrar uma música dos Los Hermanos - barco de botas batidas , conheces?
sim, sim, revelei tua identidade secreta, não é mesmo, superman? kkk

beijo grande.

Thalita Covre disse...

Gostei desta poesia,
angustia é um troço louco, quanto mais temos, mais sai.
incrível.
Muito bacana.

e obrigada pelos comentários.
TC

Diu Mota disse...

Melhor não medirmos o sofrimento alheio: nunca saberemos o quanto sofrem em vida. Quanta imundice...realmente, não é ficção.

abraç

FREE FONT disse...

hello! happy valentine 2010 *_*

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